FALAM MAL MAS FALAM DO BBB

Fiz um rápido levantamento nas minhas timelines (coloquei “redes sociais” no título mas também dei uma boa olhada no Twitter) sobre a estreia do Big Brother Brasil. A conclusão é óbvia e é aquela que vocês já sabiam: é um produto tão eficaz, uma mídia tão poderosa, que mesmo quem o detesta não consegue ficar calado, precisa desabafar sobre. E aí gera uma espiral de prós e contras interminável. Que resulta em: menções a granel.

Não é científico, só avisando. Mas é para vocês terem uma ideia. Creio que é baixa a porcentagem de “assiste e comenta” porque pelo jeito minhas timelines são muito pouco afeitas ao veículo TV (com exceção para os domingos de tarde e quartas à noite)…

REDESSOCIAISbbb

Os valores intangíveis

Sem a percepção dos valores intangíveis, seria muito difícil para algumas agências e assessorias traçarem formas de seus clientes se relacionarem com o ambiente externo, isso é fato. Uma companhia de seguros mostraria o quê? E uma caderneta de poupança? Um papel com cifras? Uma firma de segurança privada mostraria um guarda armado até os dentes (o que causaria sensação de temor e não de segurança)?

Encontrar uma boa imagem para mostrar aos clientes e demais públicos é um desafio dos mais agradáveis. Na verdade, para o bom “comunicador” (palavra que sempre usei para definir o Chacrinha e o Sílvio Santos), nem chega a ser um desafio – é parte da sua atividade diária. Uma firma de segurança privada em vez de mostrar um guarda armado, mostraria símbolos de força e acima de tudo, organização. Quem sabe um parque bem vigiado (mas sem aparecer seguranças), com crianças correndo livremente sem a presença de sujeitos esquisitões com sobretudos.

Agora, o caso que acho mais legal é o desta companhia de seguros funerários holandesa:

Reparem que é realmente um desafio vender um produto desses. Como abordar o público consumidor e dizer para ele comprar algo assim? Certamente não é um caixão confortável, com aberturinhas de ventilação, que vai convencer. Mas sim os Valores Intangíveis. E a companhia DELA soube encontrar com perfeição!

O ORKUT(i) ESTÁ DE VOLTA – POR QUÊ ESSA BRINCADEIRA PODE DAR CERTO?

São 30 milhões de saudades. Quer dizer, claro que nem tanto – se os 30 milhões de brasileiros do Orkut sentissem tanta falta assim da rede social, esta não teria fechado suas “portas” em setembro de 2014. Mas algum maluco genial (não sei nada até o momento) resolveu bancar o empreendimento e trouxe de volta o Orkut. Quer dizer: o Orkuti – e com terminação ponto Net.  Estão de volta as comunidades bizarras e os TESTIMONIALS – algo fantástico que o Facebook não soube reproduzir e que certamente reforçava a amizade antes da mesma ser destruída por assuntos como Dilma x Aécio ou a execução do Marco Archer.

Será interessante aferir a evolução deste novo (!) (?)  produto, que chega em momento totalmente desfavorável – afinal, o FB está a ponto de “virar a própria internet”, como seus criadores sempre sonharam. Com a explosão do acesso via smartphones ou tablets, a migração para o Orkut parece inviável – estamos falando de “concorrer” com uma rede onde são postadas 350 milhões de fotos AO DIA.

Mas o Orkuti pode encontrar seu nicho, sim. Pelos motivos que listo abaixo (e me perdoem a pretensão):

1- É VINTAGE – O consumidor tem apego a determinadas práticas e alguns produtos que remetem a uma fase anterior de suas vidas. É normal que marcas se mantenham na geração seguinte dirigindo sua mensagem à geração em que elas se lançaram – o produto acompanha a vida do consumidor, cresce com ele, e se formata para quando ele tiver filhos, uma casa, estabilidade. O Orkut deve dar saudade em quem, em torno de 2012, começou a migrar para o Facebook, onde havia mais vida e efervescência (mas nunca aquelas comunidades sensacionais)

2- É ZUERA – O Facebook tem uma “cara séria” que cansa alguns de seus usuários – as brigas em torno de política, comportamento, as diásporas intermináveis em que ninguém chega a lugar algum tudo isso faz o consumidor ter saudade do tempo em que rede social era testimoniais, fotos malucas, comunidades idem e gente dizendo “SÓ ADD COM SCRAP”

3- FIRST (!) ADDOPTERS – Muitos hipsters vão aderir de primeira hora ao novo ORKUTI – a tentação de serem os primeiros por duas vezes a aderir já será muito gratificante… (não sou hipster mas estou lá)

4- MÃE, TOU NO PRINT – As discussões nas comunidades eram de um pluralismo quase enlouquecedor, o que gerava situações engraçadíssimas. Sem contar que no Facebook você certamente nunca viu alguém dizendo “A PESSOA DE CIMA? BEIJA OU NÃO BEIJA? COME OU NÃO COME?”

Claro que depois de um tempo vão perceber que o Orkuti não é…mobile; aí será uma outra história. Uma história que pode definir os rumos de tudo o que é lançado Online hoje – um mundo cada vez mais tablet e menos desktop.

É isso: o Orkut é a rede social do Desktop. Inscrevam-se logo!